Wednesday, August 22, 2007

O Brasil é maior do que seus políticos

Mas será, mesmo? Ou, melhor perguntando, se for, por quanto tempo agüentará? Será que Deus é tão brasileiro a ponto de nos dar a capacidade de resistir eternamente a tudo isso que é feito – pelo menos parece – de propósito para destruir este país? Ou será que Ele é tão pândego que só pensa em gargalhar das coisas realmente inacreditáveis que vemos acontecer por aqui?

Muitas vezes penso que é esta segunda alternativa a mais válida. Deus se entristece assistindo de Seu trono no Céu as barbaridades cometidas no Iraque, no Afeganistão, na Chechênia e em muitos outros lugares. Certamente chega a derramar Suas lágrimas divinas ao ver tantas crianças morrendo de fome na África… Muito provavelmente revolta-se com a teimosia dos homens que insistem em produzir armas de destruição em massa. Irrita-se com a excessiva ganância dos poderosos que, para se tornarem ainda mais poderosos – e só para isso, realmente, pelo poder – não hesitam em exterminar os mais fracos que, segundo esses mesmos poderosos, não têm importância nenhuma, existindo apenas para superpovoar o mundo e, com isso, constituírem populações maiores ainda de famintos. Conseqüentemente, mais problemas para os mais ricos.

Esquecem-se esses mais ricos que só se tornaram assim graças ao trabalho, ao suor e ao sangue desses mais pobres.

Mas estava eu dizendo que Deus – que também tem sentimentos – fica triste com tudo o que vê de errado no mundo. Ora, como diz a Bíblia e nós, pobres crédulos que somos, acreditamos, da mesma maneira que a Ira de Deus é terrível, a Sua tristeza deve ser imensa… E seguindo a teoria da dualidade das coisas, se há uma tristeza imensa, tem de existir… uma pândega também imensa.

Conclusão lógica: a pândega de Deus é imensa.

E Ele há de ter onde descarregar essa pândega, pois não nos é possível imaginar que Ele se desaguache lá mesmo no Céu, pregando peças em São Pedro ou contando piadinhas racistas para São Benedito. Deus tem de ter uma válvula de escape aqui na Terra e…

Penso que estou certo a cada dia que passa e que mais se aproxima do fatídico 1º de outubro, quando haverá a enorme probabilidade de sacramentar-se a maior besteira deste lado do Meridiano de Tordesilhas desde o Dia do Descobrimento, ou seja, quando cerca de 61 milhões de ingênuos farão voltar – melhor dizendo, deixarão permanecer – uma situação de caos, de mentiras, de crimes e de prevaricações jamais vista nesta terra.

Ele, o nosso Deus, só pode achar graça nisso tudo que está acontecendo.

E como não rir? Como não rir de um povo que se deixa enganar permanentemente, que não percebe – ou simplesmente não acredita naqueles que percebem – que tudo isso não passa de uma comédia? E, diga-se de passagem, de uma comédia ruim, daquele tipo pastelão, que o expectador ri mais de raiva do que da impossível graça que lhe foi tentada transmitir?

Como é possível não rir de nossa própria benevolência – para não dizer ingenuidade ou burrice – por nada fazermos apesar de termos visto na telinha, o presidente-candidato descer de um avião da FAB para ir fazer um comício de campanha? Sim… Já sei que os do contra, mesmo amigos meus, dirão que ele foi até aquela cidade numa missão oficial e que o comício aconteceu depois do expediente. Sim… Mas o avião presidencial foi embora sozinho? Ou esperou pelo presidente-candidato? Será que só ele-lá-lá tem direito a condução sustentada pelos contribuintes?

Não vi uma menção de um só jornalista a esse respeito… Onde está a nossa imprensa?

Ah! Já sei! Ela está lá-lá…

Mas… Voltando a Deus. É mais do que sabido que Deus prega – ou ordena, uma vez que, afinal de contas, Ele é o dono de tudo e muitas e muitas vezes nos deixa com a certeza de que somos filhos do leiteiro e não do dono – a humildade.

E deve dar muita risada quando escuta a propaganda eleitoral em que ele-lá-lá diz com a maior cara dura-hirsuta: “Agora, conheço o mundo e o mundo me conhece”.

De fato…

Maior humildade é impossível. Mas, talvez ele-lá-lá tenha razão. O mundo o conhece, especialmente os biólogos que, hoje, têm uma nova espécie para estudar: Bufo hirsutus.

E só espero que Deus, tendo o palhaço de quem rir, deixe um pouco de lado a Sua ira e sorria com benevolência para nós, pobres brasileiros, e permita que surja – agora, acho que mesmo só por milagre – um tuiuiú de bico forte e estômago mais ainda, que engula o Bufo hirsutus e, como sobremesa, faça uma limpeza na lagoa e elimine todos os candirus que por lá-lá se encontram, parece que com a única finalidade de entrar no buraco dos outros…

E, mais uma vez, que me perdoem os tuiuiús, os candirus e, especialmente os sapos, que não merecem ter um colega de gênero tão ruim.

FONTE: http://www.ryoki.com.br

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Não vai sobrar ninguém

Por que será que não nos surpreendemos mais com essas notícias que vêm de Brasília? A cada dia que passa é uma novidade… E novidades que, em outros países, especialmente ao norte do Equador, seriam suficientes para, no mínimo, causar renúncias de cargos, demissões e – conforme o caso – até mesmo suicídios.

Mas aqui nesta terrinha abençoada por um Deus que se faz representar por Herr Hatzinger (daí, talvez, a certeza de sua falibilidade), as novidades acontecem, as denúncias surgem, há uma certa agitação – para inglês ver – e, assim que a poeira assenta, tudo volta ao status quo ante. Nada acontece, tudo continua absolutamente igual. Apenas nossos políticos sujaram-se um pouquinho mais – mas nada que uma boa lavadeira não consiga consertar, especialmente se essa lavadeira já estiver bem treinada numa certa forma muito peculiar de lavagem.

Agora foi a vez do Renan. Ele mesmo, o Calheiros, presidente do Senado. Um homem que deveria ter conduta exemplar, comportamento a servir de modelo.

Mas não… Eis que surge uma filha, uma mulher que o leva à Vara de Família por causa de pensão alimentícia e comprovação de paternidade. Coisas que costumamos ver nos jornais, implicando pessoas de esferas político-sociais bem mais baixas e que, vez por outra, acabam em tragédia.

Aliás, a bem dizer a verdade, a tragédia aí já está: o presidente do Senado envolvido com propinas, presentes inadequados, aventuras extra-conjugais, filha fora-de-hora. Um caso amoroso ainda pode ser perdoável – desde que exista realmente o amor. Não é porque um indivíduo está ocupando a cadeira central da mesa do Senado que ele está livre de se apaixonar, de sentir a necessidade de mudar a vida. Tal fato já ocorreu com tantos… Veja-se o exemplo do Ciro Gomes. Mas ele assumiu. E o caso não foi parar em nenhuma Vara de Família.

Com o Renan foi bem diferente. A prova de que não houve amor está justamente no fato de a mulher envolvida ter de ir parar diante de um Juiz para discutir pensão alimentícia e paternidade. Se amor houvesse, esses detalhes seriam absolutamente supérfluos. Como dizem os advogados, intempestivos, impertinentes e extravagantes.

Outro fator a ser considerado: ao assumir um “rebento”, é no mínimo mais ou menos normal que o pai assuma o seu sustento tirando do próprio bolso as despesas decorrentes da existência de um ser que, de fato, não pediu para vir ao mundo. E o Renan “entregou” a lista dessas despesas para uma empresa… Que certamente não aceitou tal encargo simplesmente pelos belos olhos envidraçados do Senador. Sabemos todos que no mundo dos negócios e da política, não há essa história de ir para a cama por amorzinho… Há pagamento, troca, barganha, escambo. Isso sim.

No episódio Renan, houve apenas um “caso”. Tão fortuito que as conseqüências acabaram por gerar a confusão. E a confusão não é a menina – por sinal, se puxou a mãe, será bem bonita – mas sim a necessidade patológica de seguir errado aquilo que começou torto. Houve o erro – de cálculo, de comunicação, de pontaria – e parece que o implicado na história pensou seguindo a velha norma do “perdido por perdido, perdido e meio”. E isso para ser delicado… Por que gastar o meu dinheiro se é tão simples fazer com que outros gastem por mim? Por que pagar por um ato se outros podem fazê-lo por mim? Na verdade, parece ser esta a sina do brasileiro – o comum, aquele que trabalha e sofre calado, aquele que não foi laureado com um diploma de político e nem deixou um lugar reservado no Inferno – aquele que Herr Hatzinger garantiu que existe para punir as pessoas que andam mal nesta vida – e transformaram-se em empresários ou profissionais corruptos. A sina do brasileiro é pagar para qe outros usufruam. Cinco meses de trabalho por ano só para pagar impostos! E ainda se valesse a pena…!

Mas é isso aí… A julgar pelo que andamos vendo nestes últimos tempos, periga de não sobrar ninguém no Congresso, no Judiciário, no governo.

Mas, como já foi dito antes e até virou título de livro, sempre há esperança.

E a esperança é praticamente uma certeza, pois o Poder Judiciário, num formidável mecanismo de auto-defesa, acabará por absolver todo mundo – ou quase todo mundo, deixando um ou outro Tiradentes ser sacrificado – de forma que sempre sobrará muita gente.

Concomitantemente, o Congresso fará o mesmo.

E nós continuaremos a acreditar no IBGE, no IBOPE, nos índices, nas porcentagens, nas palavras e lágrimas do Presidente… Continuaremos a pagar impostos para assistir ao desgoverno, para ver nossos representantes ganharem fortunas por mês, para ver os três pilares da nossa sociedade – a Segurança, a Educação e a Saúde – esboroarem dia após dia, governo após governo.

E Deus – que disseram ser brasileiro – parece achar graça.
O que não é contraditório, pois nós somos mesmo uma piada. Pena que seja uma piada muito sem graça.

FONTE: http://www.ryoki.com.br

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Vivendo o inferno

Alguém disse que Deus é brasileiro. Creio que há um engano por aí… Mais provável que Deus seja mesmo um grande gozador. Ou, então, deixou-se contaminar pelo espírito dos nossos homens públicos e acabou se tornando um mau brasileiro. Tenho comigo que essa é a hipótese mais provável. Deus é brasileiro, sim. Mas acabou por virar “brasileiro” demais. Quem sabe, até tenha aderido ao PT… Nosso pobre e abandonado país vive o caos na infraestrutura: transporte aéreo parado, estradas ruins/péssimas, portos sucateados, transporte ferroviário inexistente, transporte hidroviário (mas o que é isso?) inominável, saúde pública sem comentários (e o nosso Lulinha diz que está beirando a perfeição!), a educação que não educa ninguém (viva Paulo Freire!), a segurança que não existe, os impostos exorbitantes, os políticos fazendo o que querem e impunes, o salário mínimo continuando a ser uma vergonha (enquanto os “big-shots” do Planalto Central determinam salários para eles mesmos que tocam as raias do exorbitante), o Ministro da Defesa que se transformou em técnico de esconder o sol com uma peneira, os comandantes das Forças Armadas – especialmente da Aeronáutica – completamente desautorizados, o MST e similares invadindo fazendas produtivas e alegando que é uma forma de protesto contra a lentidão da reforma agrária, a Copa que perdemos… e muitas outras facetas da vida que nos leva seriamente a pensar em reformular a frase inicial: se Deus é brasileiro, então não dá para entender mais nada.

Está certo, a economia parece que anda bem. No fundo, o medo: será que isso é só aparência? Será que, de um momento para o outro a “coisa” não vai esboroar?

Está na hora de o povo brasileiro abrir os olhos. Não se trata de pregar uma revolução. O brasileiro de hoje não é disso, nem sabe o que é isso, principalmente porque desde há pouco mais de vinte anos – uma geração inteira! – vem sendo incutida na mente de todos o “sentimento democrático”, a “obrigação constitucional”, o “civilismo” (não a civilidade, vejam bem!) e o repúdio ao passado político (entenda-se o período de 1964 a 1985). Os nossos estudantes não têm preparo político (nem mesmo instrucional) para levantar a voz e protestar como se deve. Eles não têm nem mesmo idéia de sobre o que protestar. Aliás, o que tem acontecido é exatamente isso e protesto brasileiro acaba virando samba, com trio-elétrico e tudo o mais. E isso vem de longe, para consolo do governo atual, vem desde o governo FHC, com os protestos contra as privatizações. Lembro bem que perguntei a um manifestante na Avenida Paulista a razão de todo aquele protesto e ouvi como resposta que ele não sabia, mas estava ali porque o tinham mandado participar. Admirado com o que ele me falou, perguntei a vários outros. As respostas variaram, houve até quem esboçasse uma explicação de que era contra se vender o país para estrangeiros e houve uma moça que disse estar protestando contra a venda da Amazônia para os japoneses…

Disse que o povo deveria abrir os olhos. Não foi o que aconteceu na última eleição. Não apenas o presidente manteve o cargo, mas inúmeros outros políticos permaneceram, impunes ou apenas aguardando a impunidade.

É hora de renovar. E é mais do que hora de o presidente reeleito, este sim mais do que qualquer outro brasileiro, abrir os olhos e os ouvidos e começar a demitir. Deixar um pouco de lado suas metáforas futebolísticas – não se pode tomar como modelo o futebol para dirigir um país, essa história de “em time vencedor não se mexe”, mesmo porque o nosso time parreirense não conseguiu nada, portanto não é vencedor de coisa nenhuma – e passar a agir com menos autoritarismo e mais… democracia. Ou será que ele também vai aderir à idéia satânica de Chávez e instituir aqui a reeleição por tempo indefinido?

Sim, o presidente precisaria começar a demitir seu primeiro escalão. Se ele fizesse uma filtragem honesta – coisa difícil, hem? – certamente veria que seus ministros estão muito aquém das exigências mínimas do país. Se houvesse brasilidade – leia-se patriotismo – lá no Planalto Central, não haveria “negociação” para os Ministérios e muito menos a criação de novas pastas só para atender as composições políticas. Ministérios deveriam ser chefiados por técnicos, especialmente as pastas eminentemente técnicas.

Com tudo isso, nosso pobre Brasil está vivendo um inferno. E a tendência, pelo visto, é piorar.

Mas há saída. E ela está em nós, brasileiros ainda não contaminados. Precisamos reagir, gritar, espernear… Sobretudo, precisamos pensar na hora de votar.

Precisamos, simplesmente renovar. Ou forçar a renovação.

E esquecer essa história de que Deus é brasileiro, nada nos faltará.

Se olharmos bem, veremos que tudo está faltando. Principalmente vergonha na cara.

FONTE: http://www.ryoki.com.br

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Brasil, uma grande lagoa

Já na apresentação dos candidatos deu para notar a diferença. Um debate entre candidatos à Presidência da República, meus amigos, é coisa séria. Implica no mínimo num certo aplomb. E isso, tanto Alckmin como Cristovam demonstraram. Já HH… Não deixa de ser uma falta de respeito para com o eleitorado apresentar-se usando jeans e uma das famosas – pelo menos esperamos e imaginamos que não seja sempre a mesma – blusinhas brancas de babadinhos rendados. Até parece promessa para mãe-de-santo! Está certo que HH não precisaria estar vestindo Dior, Leonard nem mesmo um modelito Daspu. Mas deveria se apresentar de maneira um pouco mais condizente com o evento que esteve vivenciando. Sua equipe de aspones deveria ter lhe contado que um debate televisivo não é a mesma coisa que o corpo-a-corpo nas ruas.

Mas, deixando de lado as críticas sobre a indumentária da top HH, acho que todos os que assistiram o debate tiveram a oportunidade de concordar com o Bufo hirsutus: a virulência da onça alagoana mal se conteve. Aliás, só não extravasou de vez por causa da ausência batraquial. Se ele ali estivesse, o Paranoá seria pequeno para tanta água e lama esparramada.

Sem a majestática presença do Bufo rex, o encontro de candidatos – mesmo porque debate, pelo menos para mim, tem uma outra conotação, algo assim como um jogo de perguntas e respostas rápidas, inteligentes, objetivas e precisas, não uma exposição de idéias em que as perguntas muitas vezes não são mais do que pequenos e delicados ganchos aproveitados para emendar explanações completamente fora do assunto proposto – até chegou a parecer um encontro de compadres. Exclua-se a comadre, uma vez que HH não fez mais do que lamentar e condenar o passado, aproveitando para atacar FHC sempre que atacava Lula, obviamente visando solapar o terreno pisado por Alckmin.

O jogo foi no mínimo interessante. Cristovam e Alckmin pareciam estar combinados, jogando no mesmo time. Um dava a deixa e o outro emendava. Bastante civilizada a atitude. Não duvido que, se milagres existirem e Alckmin chegar ao Planalto, este convide Cristovam para uma pasta. Provavelmente a da Educação, tendo em vista que é este o foco – e praticamente o único tema – da campanha do ex-reitor da UnB. Na verdade, não seria uma má aquisição.

Enfim, num balé bem orquestrado, os dois conseguiram expor minimamente seus planos de governo. Pena que o Bonner tenha sido tão exigente em questão de contagem de tempo e, com isso, acabamos – nós os telespectadores – ficando com uma desagradável sensação de coito interrompido.

Já HH mostrou bem a que veio. Sua incontestável virulência – queixa principal do Bufo pseudo-rex – transpareceu com terrível e triste nitidez. A mágoa de sua expulsão do PT saía por todos os poros, deixando a clara impressão de que, com ela, o revanchismo seria uma meta.

Cristovam deu a tônica do encontro – recuso-me a chamar de debate – quando, ao encerrar, pediu votos para qualquer um que não seja o presidente-candidato, para que seja possível um segundo turno.

Enquanto isso, o Bufo hirsutus coaxava em São Bernardo – segundo ele, a terra onde nasceu politicamente – ao lado de todo o seu bando, incluindo dois mensaleiros: o professor Luizinho e José Mentor. Absolvidos das acusações não por uma questão de justiça, mas sim de política. Podre, evidentemente.
E entre as muitas coisas que coaxou, saiu-se com esta pérola: “Ainda vou publicar um livro sobre alguns articulistas nesses quatro anos de governo para ver a quantidade de maldades” perpetradas contra ele e sua família.

Seria interessante que fizesse isso mesmo. E que esse livro fosse realmente publicado. Porém, sem revisão e sem copy-desk. Que é para que a posteridade veja a que ponto chegamos. Eleger um presidente assim, até que passa. Num momento de revolta, de tentativa de mudança, admite-se. Mas, depois de quatro anos de desencantos e desencontros, repetir o erro… Aí, já nem mesmo é burrice. É a resignação, a admissão da incompetência de eleger.

Ou, simplesmente é uma questão de fraternidade, de espécie.
Afinal de contas, para a sapa, a coisa mais bonita do mundo é o sapo.
E, segundo as pesquisas eleitorais, pelo menos 50% do povo brasileiro pertence ao gênero Bufo.
Bufo stultus.

FONTE: http://www.ryoki.com.br

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